Laboratório Rocha

Rocha Online

Código: PSA

Nome: PSA TOTAL - ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO

Material: soro

Sinônimo: PSA total, Antígeno Prostático Específico Total

Volume: 1,0 mL

Método: Quimioluminescência

Volume Laboratorial: 1,0 mL

Rotina: Diária

Resultado em: 24h

Temp.: Sob refrigeração

Coleta: Jejum não obrigatório. Coletar soro. Orientação ; Aguardar 4 a 30 dias : Após uso de supositório, sondagem uretral , ultra-som retal ,toque retal, cistoscopia, colonoscopia ou retossigmóidoscopia, biópsia de próstata , estudo urodinâmico Aguardar 48 h : Após ejaculação Não realizar exercício em bicicleta (ergométrica ou não) nem praticar equitação nos 2 dias que antecedem o exame.

Interpretação: Uso: diagnóstico e monitoramento de tratamento farmacológico e/ou cirúrgico de patologias prostáticas (câncer de próstata, hiperplasia prostática benigna e prostatites); teste de triagem para detecção precoce de câncer de próstata. O PSA é uma proteína seminal com funções enzimáticas, produzido pela próstata, glândulas periuretrais e periretal. Embora presente em altas concentrações em fluidos seminais, o PSA está presente em concentrações muito baixas na circulação do homem saudável. Fisiologicamente, a maioria do PSA presente na circulação está ligado à antiquimotripsina (ACT) e alfa-2-macroglobulina, inibidores das serina-proteases; somente uma pequena fração de PSA encontra-se livre na forma circulante. Esta condição de associação a outras proteínas provavelmente contribui com a meia vida elevada do composto na circulação (2 a 3 dias). O PSA, devido à sua produção fisiológica muito particularmente associada à próstata, é utilizado como molécula marcadora de volume prostático, uma vez que suas concentrações tendem a refletir o volume do órgão. A associação do uso do PSA rotineiramente e do toque retal está contribuindo para o estabelecimento de diagnóstico de HPB (Hiperplasia Benigna da Próstata) e câncer de próstata precocemente, o que facilita o tratamento e confere índices de sobrevivência progressivamente melhores aos indivíduos afetados. Indivíduos com PSA alterado devem ser investigados com ultra-sonografia transretal, biópsia e outros métodos, conforme indicação clínica. Até recentemente, o ponto de corte para homens normais era de 0,0 a 4,0 ng/mL. Valores acima deste patamar deveriam ser investigados, podendo tipicamente representar HPB, câncer de próstata ou prostatites agudas (geralmente acompanhadas de sintomas clínicos típicos e perceptíveis). A diferenciação de patologias é, desta forma importante. São utilizadas várias estratégias diferenciais, posto que o tratamento é diverso em cada caso. O uso da determinação de percentual de PSA livre e biópsia prostática é a mais freqüente. Valores superiores a 10 ng/mL são mais freqüentemente associados a câncer de próstata, embora outras causas (especialmente prostatites) possam ocorrer. A determinação do PSA isoladamente não possui índices de especificidade e sensibilidade que permitam a utilização do teste isoladamente como marcador de câncer de próstata. Valores considerados normais podem ser encontrados em pacientes com câncer de próstata (até 20%) e valores considerados aumentados podem não estar associados a câncer. Portanto, é mais útil a associação de dados do PSA com outros marcadores para o estabelecimento dos diagnósticos (ultra-som transretal, toque retal, biópsia prostática, avaliação clínica, associação de dados - PSA velocidade, que marca a variação de PSA em dosagens seriadas ou PSA densidade, que associa o valor do PSA ao volume da próstata no USTR). Discute-se atualmente o estreitamento da faixa de normalidade para 2,0 ou 3,0 ng/mL, visando o favorecimento da sensibilidade do marcador. O estabelecimento precoce do diagnóstico das patologias prostáticas é importante no sentido de que processos diagnosticados precocemente são tratáveis com relativa facilidade, com a prevenção do desenvolvimento de metástases.

Referência: 40 a 50 anos : 0,0 a 2,5 ng/mL
51 a 60 anos : 0,0 a 3,5 ng/mL
61 a 70 anos : 0,0 a 4,5 ng/mL
71 anos acima : 0,0 a 6,5 ng/mL
Seg.Oesterling, J.E., et al,J.A.M.A., 1993 e
Morgan, T.O., et al, New Engl. J.Med, 1996

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